Alternadores retornando? Esse pode ser um dos motivos👇
- higor franca
- 28 de jul.
- 3 min de leitura
Atualizado: 17 de ago.
O alternador não dá falta, você entrega o carro... e 2 dias depois o cliente volta no guincho. Quem nunca passou por essa bomba? 💣🚗
Você testa a peça na bancada, mede a resistência e pensa: “Pronto, tá perfeito!”. Aí o cliente roda um pouquinho, o componente esquenta e a bronca reaparece.
O problema é que o isolamento elétrico é igual a um pneu com microfuro: parado no pátio com pouca pressão, ele parece seguro. Mas quando você coloca carga, roda na estrada e o pneu esquenta, o ar vaza todo! 🛑
Com o enrolamento do alternador ou do motor de partida acontece a mesma coisa. Medir a resistência de isolação em um único segundo engana muito. O isolamento precisa provar que segura a onda sob tensão contínua.
Para isso, usamos a Função RAD (ou DAR) utilizando um multímetro com função megômetro/isolação, sempre aplicando a tensão recomendada no manual da peça/fabricante. 🛠️
Como funciona esse "teste de resistência" na prática?
Com a tensão correta selecionada no equipamento, o teste mede a resposta em 2 momentos chave:
1. Aos 30 segundos de aplicação (R_{30s})
2. Aos 60 segundos de aplicação contínua (R_{60s})
O aparelho calcula a razão entre os dois valores para gerar o índice: DAR= R60s/R30s

Legenda:
R60s = Resistência medida após 60 segundos de aplicação de tensão.
R30s = Resistência medida após 30 segundos de aplicação de tensão.
RAD/DAR = relação que indica o comportamento da resistência ao longo do tempo.
Como interpretar o resultado no diagnóstico:
🔴 Abaixo de 1,25 (Ruim / Suspeito): O isolamento está degradado ou perdendo resistência rapidamente durante o teste. A peça vai falhar no uso real.
🟡 Entre 1,25 e 1,6 (Mínimo Aceitável): O isolamento passa, mas está no limite técnico. Exige atenção dependendo da aplicação.
🟢 Acima de 1,6 (Bom / Seguro): O isolamento está saudável, estável e pronto para aguentar o regime de trabalho do veículo.
Onde aplicar na oficina?
Fundamental no diagnóstico de alternadores, motores de partida e demais componentes elétricos de alta exigência.
💬 Fala pra mim nos comentários: você já usa o megômetro para medir a função RAD na oficina ou já passou raiva com peça que parecia boa no teste rápido e pifou depois de esquentar?
👇 Salva este post para consultar os valores de referência no dia a dia e envie para a sua equipe ou amigo reparador!
Quem escreveu esse post?
Oi, meu nome é Higor.
Sou o fundador e um dos instrutores da Formação Online: Eletricista Automotivo da empresa DEA treinamentos. Com 13 anos de experiência em diagnóstico eletrônico, já atuei em oficinas independentes e concessionárias de marcas como Jeep, Fiat, Chrysler, Dodge, RAM e Toyota.
De Janeiro de 2019 a maio de 2026, tive a realização profissional de ser instrutor, incluindo atuar no SENAI, a maior escola profissionalizante da América Latina.
Depois de me destacar como instrutor, fui promovido e hoje trabalho como Especialista em Infraestrutura e Suprimentos do setor automotivo da Rede SENAI-SP. Todas as decisões técnicas relacionadas a qual equipamento fica ou não em qualquer uma das escolas da rede SENAI-Sp no setor automotivo passam por mim.
Em 2020, inspirado por meus alunos, criei a empresa DEA treinamentos: um espaço com aulas práticas, fundamentos técnicos e uma comunidade unida pelo propósito de crescimento profissional. Hoje, com 6 anos de sucesso, temos alunos em 24 estados do Brasil, Australia e Canadá.
Se você deseja se destacar na área automotiva, dominar diagnósticos elétricos e construir uma carreira próspera, contrate as nossas formações e serviços no site:
Clique no link acima e conheça as nossas soluções, clica já 👆🏽

Comentários